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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Cultura Brasileira

A cultura brasileira é formada por uma grande miscelânea de ritmos, cores, costumes, credos, farta culinária e um povo miscigenado. Somos índios, negros e brancos que se fundiram em novas cores, credos e costumes. Somos o melhor povo do mundo, a mistura que mais deu certo, somos brasileiros.
O Brasil é um país de dimensão continental, formado por uma população de mais de 190 milhões de habitantes, um verdadeiro celeiro multicultural e essa diversidade faz com que sejamos alegres e esperançosos quanto ao futuro deste país.
O estado do Pará está localizado na região norte do Brasil, tendo como capital a cidade de Belém, conhecida também como “A cidade das mangueiras,” nessa região quem determina o ir e vir das pessoas são os caudalosos rios, e para fazer referência ao poeta Rui Barata, digo que verdadeiramente os rios são nossas ruas.


A cultura de um povo serve além de outras coisas, para nos identificar e nos diferenciar de outros povos e cultura. No estado do Pará existem 143 municípios, divididos em mesorregiões e é nesse contexto que entra a Geografia aliada à cultura popular do estado do Pará como elementos de contextualização a partir da realidade das paisagens, música, dança, religiosidade e culinária observadas nessa região do país. São lendas e mitos cravadas na vida cotidiana do homem simples ou intelectual que tem em comum, o sonho de viver no real e imaginário mundo Amazônico.
O Pará tem como expressão máxima, o Carimbó, música e dança criadas pelos índios tupinambás, mas além do carimbó, temos o Lundu marajoara, as Taieiras e carimbo no Arquipélago marajoara, Samba de cacete, Maçariquinho, Banguê e Siriá no município de Cametá, em Bragança temos a grande festividade de São Benedito, o santo preto dos homens pobres, que mescla Xote, Valsa, Mazurca, Polca e o Retumbão, comandada por uma mulher denominada Capitoa, que alas, é quem comanda os movimentos da dança ou representação. Temos na mesorregião do baixo amazonas a cidade conhecida como a Pérola do tapajós, a cidade de Santarém, com os botos cor de rosa e tucuxí, além, do Murambiré pertencente à tradicional festa do Çairé. Em Curuçá e Marapanim, cidades localizadas no nordeste paraense, temos o berço do Carimbó no Pará, lá são realizados o festival do folclore em Curuçá e o festival do carimbó em Marapanim. Mas, no município de São Caetano de Odivelas, temos o boi de máscaras, uma peculiaridade em todo o Brasil.

Um pouco sobre mim...

Sou Daniel Passinho de Oliveira, nasci em 1969 na cidade de Belém do Pará, região norte do Brasil, casado e pai de três filhos.
Estudei o ensino fundamental e médio da educação básica em escola pública concluindo no ano de 1988, logo em seguida entrei para o seminário diocesano com a intenção de tornar-me padre, porém, conclui apenas os três primeiros anos de filosofia, depois deixei o seminário para dedicar-me a minha família que na época passava por grande dificuldade financeira.
Com 14 anos aprendi o meu primeiro oficio, a ourivesaria (Arte de confeccionar jóia), profissional também conhecido no Brasil como ouríves ou joalheiro; com essa profissão consegu pagar um curso preparatório para tentar uma vaga na universidade pública.
Em 1994, passei no vestibular da Universidade Federal do Pará no curso de letras, cursei três semestres depois decidi largar o curso por não me identificar com o mesmo.
               No ano 2002, fiz vestibular e passei no curso de Gestão e produção de Eventos Culturais (Universidade da Amazônia), conclui e já em janeiro de 2004, fiz vestibular para o curso de Geografia (Universidade Estadual do Maranhão), concluindo o curso no final de 2007, logo em seguida fiz uma pós graduação (Espacialização em Educação Ambiental). Em 2010, entrei para o mestrado em educação da Universidade de Évora-Portugal, curso em andamento.
Como professor, atuo nos níveis fundamental, médio e superior. O lado difícil dessa tríade de atividades diversas consiste em escolher os processos, método correto de acordo com o nível, considerando o tempo que temos muitas vezes para a realização dos mesmos.
No Ensino Fundamental, tenho um cuidado redobrado quanto ao planejamento, pois estão nas séries iniciais e nestas séries deve-se pensar de maneira a considerar que cada aluno tem um ritmo diferente de aprendizagem, neste caso específico, procuro desenvolver atividades que venham a balizar a forma de compreensão dos mesmos, mas não uniformizando o saber.
No ensino médio a atenção redobra, pois caminham em direção a universidade tendo que trabalhar os conteúdos específicos deste nível, mais os conteúdos programáticos cobrados pelas universidades públicas e privadas. Neste caso, torna-se necessário uma abordagem mais global do programa, ver de maneira abrangente, tendo sempre o cuidado com os métodos de repasse dessa informação, pois como o jovem é inconstante, acaba mudando de opinião e precisa de estímulo durante o processo para que alcancemos a meta, que é a aprovação nas melhores universidades de Belém do Pará. Esse ingresso nas universidades se dará de duas maneiras, fazendo o exame com conteúdo exigido palas instituições de ensino superior ou através do ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio), o referido exame é realizado pelo governo federal através do ministério da educação.
Minha experiência no ensino superior é desafiadora, não que nos outros níveis não seja, mas nesse nível o grau de maturidade dos alunos exige do professor muito cuidado quanto ao repasse da informação, pois os mesmos têm acesso a vários meios, veículos de difusão do conhecimento, o que os torna mais críticos, porém, essa expectativa ou comportamento faz com que tenhamos uma atenção redobrada, que querendo ou não somos obrigados a nos manter lendo o tempo todo e, portanto, atualizado, é uma cobrança mútua em esforço de ambas as partes gerando crescimento intelectual automático.
Entendo que nos processos acima apresentados existam falhas, porém, isto se deve a necessidade que o professor tem em trabalhar muitas vezes manhã, tarde e noite, para que obtenha uma um vencimento de acordo com suas reais necessidades ou padrão de vida. O ideal em termos de jornada de trabalho para o professor seria trabalhar um turno e com remuneração justa, para que efetivamente pudéssemos ter uma educação de qualidade e professores vivendo com melhor qualidade de vida.
Na função de coordenador disciplinar, trabalho mediando os conflitos existentes entre os jovens, professores e pais. São intervenções necessárias, pois escuto as partes, oriento segundo as normas da instituição de ensino, considerando o projeto político pedagógico e o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente), em que recai sobre a escola a responsabilidade de encaminhar a justiça os alunos que venham sofrer maus tratos, além, dos casos comprovados de não frequência do aluno.
Vivemos em mundo competitivo e cada vez mais exigente, portanto, torna-se necessário que o educador seja eclético e dinâmico para atender as tendências do mercado educacional, a função de professor está para além da sala de aula. Em minha escola elaboro os eventos culturais e pedagógicos, assim como faço a apresentação dos mesmos.
Vale ressaltar que vivemos em mundo competitivo e cada vez mais exigente, portanto, torna-se necessário que o educador seja eclético e dinâmico para atender as tendências do mercado educacional, a função de professor está para além da sala de aula. Em minha escola também elaboro os eventos culturais e pedagógicos, assim como faço a apresentação dos mesmos.
Este é Daniel Passinho de Oliveira... simples, humilde e acima de tudo um lutador por ter sede de desbravar esse mundo tão maravilhoso e assim poder colaborar com a construção de uma vida mais justa e digna.

Pequena amostra de nossas danças



sexta-feira, 24 de junho de 2011

Poetizando - Ver-o-Peso (criado em 01/03/2011)

VER-O-PESO

DOS CHEIROS E ODORES
DO VERDE DE MUITAS CORES
DO AÇAÍ DO TACACÁ
DA MISCIGENAÇÃO
DAS FRUTAS E DOS AMORES
DOS ENCONTROS E DESENCONTROS
DO OLHAR ATENTO AO QUE VAI PASSANDO
DO COLORIDO DAS VELAS
DO TURISTA CURIOSO
DAS LENDAS DOS COSTUMES
DOS PEIXES E SEUS SABORES TÃO ÍMPARES COMO SUA GENTE
FALO DO POVO QUE CONSTRÓI ESSA HISTÓRIA TODOS OS DIAS
NO IR E VIR DO NASCENTE                                                                     
VER-O-PESO VÊ SUA GENTE QUE NEM SEMPRE É COMPLASCENTE
NÃO SEI SE POR DESCONHECIMENTO OU ENTÃO....
O VER-O-PESO ABRAÇA A TODOS
TODA A SUA GENTE, AQUI CONTA-SE HISTÓRIA DO PASSADO E PRESENTE
ÉS A PRÓPRIA BELÉM UMA SEM A OUTRA NÃO EXISTIRIA                   
VER-O-PESO DAS VIRGENS, DA VIRGEM MARIA
DAS MARIAS QUE TRABALHAM DAS MARIAS QUE VIGIAM
UM VERDADEIRO VIVEIRO HUMANO MISCIGENADO
MAS O VER-O-PESO É TAMBÉM DO DESVALIDO
DO SEM CASA, SEM RUMO, DO QUE CARREGA O PEIXE NA CAIXA
PORÉM, TODOS DEPENDEM DA MARÉ, É ELA QUEM DETERMINA O TEMPO PRA TUDO
ETA CHEIRO BOM, SABOR VARIADO DA VIDA, DOS NAMORADOS
DA BELÉM QUE ENCANTA, DO VER-O-PESO ENCANTADO.

(AUTOR: DANIEL PASSINHO)

Grupo Parafolclórico Asa Branca

Representando o Brasil no Festival Internacional do Folclore - França - 2006



Meu trabalho através de fotos

Momento de fé com os alunos da minha escola, Círio de Nossa Senhora de Nazaré

Colônia de férias em Feletan (França)

Cultura Popular em Castel Morron, Ano do Brasil na França

Cantando a Cultura Popular do Pará em Cugan (França)

Festival Internacional de Cultura (França) eu e dançarinas indianas

Cantando lendas e mitos da Amazônia

Show do grupo folclórico Asa Branca em 2005, Belém do Pará

Visita à escola secundária Severim de Faria (Portugal)


Pesquisa de campo com alunos do curso de geografia, município de Curuçá, Ilha da Romana

Professor apoiando o esporte, equipe de vôlei feminino, alunos do CEO



Belém - Pará - Brasil

Pôr do sol no rio Tocantins à altura de Cametá

Praça da república, Belém do Pará, ao fundo, Teatro da paz

Círio de Nazaré, a Festa do Povo Paraense